Carta aberta ao Marechal Craveiro Lopes
Ed. de Autor (é Separata do nº 1311 do Jornal Beira Baixa), Castelo Branco, 1962, brochado, com dedicatória do Autor a um ministro do Estado Novo, inumerado (4 pgs.)
Exemplar com falha no papel da capa anterior
Raro
[Em 1962, Craveiro Lopes, escreve o prefácio do opúsculo de Manuel José Homem de Mello — Portugal, o Ultramar e o Futuro —, no qual defende a necessidade de se encontrar uma «solução verdadeiramente nacional» e promover uma «livre discussão» sobre a questão colonial. É sobre este prefácio que esta carta-aberta se insurje.
No ano seguinte, em entrevista ao Diário de Notícias, O Presidente Craveiro Lopes leva as suas críticas mais longe, defendendo a livre discussão dos principais problemas do país, «a evolução gradual do regime», «a abolição da censura» e a «liberdade de expressão e discussão», apelando ainda à «coragem» e ao «bom senso» no âmbito da política ultramarina a fim de que se reconheçam «as realidades da hora presente». Todo este afastamento da ortodoxia do Estado Novo levou a que Craveiro Lopes só tenha desempenhado um mandato na Presidência de República, ao contrário de todos os outros Presidentes do mesmo período. Pela mesma razão, quando morreu, em 1964, não foi decretado luto nacional]